Exposição patente no Museu Municipal, de 23 de Abril (com inauguração marcada para as 18h00) a 23 de Maio.
“Se falarmos do que primeiro se vê em Mário Rocha teremos de referir que é um nome incontornável da pintura portuguesa contemporânea, opinião que (sobretudo) o mercado vem confirmando pelo valor que vem dando à sua obra. Falo do Mário Rocha artista multifacetado: o pintor, o ceramista, o escultor, o arquitecto de interiores, o decorador, etc. Falo, ainda e de modo muito especial, no formador motivante de centenas de jovens (e outros nem tanto) em múltiplas áreas de expressão.
Gozei a maioria dos seus quadros em todas as suas fases. A capacidade de expressão do Mário é singular. Quer na singeleza do translúcido traço das aguarelas da Foz vista do rio (Douro), quer na tela (“As janeiras” de 2007) prenhe da luz do candeeiro a petróleo, que se entranha e afoga no mistério multicolor do branco tosco do linho dos lençóis sobre as costas dos cantadores de janeiras da sua terra natal, Perre, Viana do Castelo, quadro que, por privilégio, vigia o meu trabalho de cada dia; quer ainda nas incrustações e no traço decorativo de múltiplos espaços do novo hotel Axis, em Viana do Castelo (por mero exemplo), Mário Rocha expõe-se na dimensão maior do seu talento: a beleza pela simplicidade.
A pintura do Mário sente-se antes que se interprete. Sente-se num todo: do traço à cor; da expressão à emoção. No difuso das formas, no simbólico que, por hábito, substitui a representação ou desenho objectivo; no contraste das cores e da textura de cada uma das suas telas, o Mário põe em comum (isto é, comunica) uma história e a vida que nela vive; vidas com muita vida ou, simplesmente, a alma de um momento único. A expressão do Mário é muito mais um registo de vivências do que representação, embora o objecto e o objectivo lá estejam. Preciso é saber olhá-los. O objecto está lá, quase sempre corpo e alma com a sua envolvência, onde nada falta, muitas vezes, nem o cheiro. Sempre, repito, num arraial de simplicidade”.
O Presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo,
Rui Teixeira
Mário Rocha
Nasceu em Perre, Viana do Castelo, em 1954 e dedica-se à pintura desde 1968. Frequentou a Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, no Porto, e actualmente reside em Gondomar.
Tem um atelier próprio e desde 1975 já participou em inúmeras exposições individuais e colectivas por todo o país e no estrangeiro de onde se destaca Espanha, Luxemburgo e França.
Em 2010 participou na Exposição Internacional, Vive-Arte 2010, Galería de Arte Sala-Taller María Nieves Martín, Casa de Cultura, en Villafranca de los Barros (Extremadura).
O seu trabalho encontra-se representado com 22 quadros na Assembleia da República Portuguesa.
Data | 2010-04-23 |
Local | Museu Municipal |
Até | 2010-05-23 |
Horário | Inauguração às 18:00 horas |